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Vereadora diz que pedidos de CPIs da situação é um “golpe” para barrar investigação na Funjope

Sandra Marrocos afirma que apesar de ser contra os encaminhamentos, será a favor da CPI do extermínio dos jovens negros de João Pessoa

Por: Iracema Almeida

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Após bancada governista ter encaminhado, nesta segunda-feira (20), quatro Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) à Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), a vereadora da oposição Sandra Marrocos (PSB) defende que esses pedidos são para barrar a CPI da Funjope. A situação solicitou abertura de CPIs para investigar a confecção de carteiras estudantis, o convênio da prefeitura para instalação de softwares, a poluição das praias da cidade e o extermínio dos jovens negros da Capital.

Leia também: Governistas pedem abertura de quatro CPIs na Câmara; uma delas quer investigar a Cagepa

Para Sandra, os pedidos assinados por 15 vereadores da base aliada é uma manobra para evitar que a CPI formulada pela oposição fosse encaminhada à Casa. “Eu achei particularmente um golpe. Porque se tiver três CPIs na casa não pode entrar a quarta. Nós já estamos com oito assinaturas e eles sabem disso. Esses encaminhamentos foram propositais”.

A vereadora não mediu as palavras para questionar Luciano Cartaxo (PSD). “Eu quero saber por que o prefeito tem tanto medo do que seja descoberto na Funjope, para fazer essa intervenção. Inclusive, ele tinha chamado a situação no mesmo horário que ia haver reunião das comissões nessa segunda”.

Apesar dos questionamentos sobre as CPIs, a vereadora ressalta que é a favor de uma delas, a que se propõe a investigar o extermínio dos jovens negros. “Das CPIs que foram colocadas, a que eu com certeza farei parte dela é a do extermínio de jovens negros. Votarei a favor que se inicie essa CPI, não tenho como votar contra a algo que trata da juventude negra. Eu que estive à frente da política de sócio-educação do Estado e sei o quanto será importante investigarmos essas mortes contra os negros de João Pessoa.