baixe nosso aplicativo

Prefeito, vice e cinco vereadores de Triunfo ‘se rendem’ e tomam posse para não perder os cargos

Uma nova eleição poderia ser convocada no município se os eleitos não tomassem posse até esta terça (10)

Por: Larissa Claro

0

icones whats

ze-mangueira-e-tileneDepois de nove dias da data oficial para os eleitos tomarem posse, o prefeito, a vice-prefeita e os cinco vereadores da bancada governista de Triunfo foram finalmente empossados nos cargos. Um imbróglio envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores estava inviabilizando o prefeito Zé Mangueira (PTB) e a vice Tilene Gonçalves de assumirem o controle do município.

Leia também: Impasse na Câmara de Vereadores impede prefeito de Triunfo de tomar posse e cidade fica sem comando

O impasse começou com uma mudança no Regimento Interno da Câmara, que alterou o prazo de inscrição da chapa para concorrer à presidência da Casa. Enquanto a bancada governista acusa a oposição de fraude processual na tramitação da matéria – e por isso se recusava a tomar posse na Câmara – a oposição, que é minoria, garante que a situação perdeu o prazo por puro esquecimento.

Desde o último dia 1º, a oposição vem realizando sessões diariamente para empossar todos os eleitos, entretanto, apenas na última segunda-feira (9), com receio de que fossem convocadas novas eleições no município, os cinco vereadores da base compareceram à sessão para tomar posse, eleger a Mesa e empossar prefeito e vice. O prazo de 10 dias para a posse dos gestores eleitos é estabelecido na Lei Orgânica do Município, que também prevê prazo máximo de 15 dias para vereador.

Neste período, os vereadores da base chegaram a realizar uma sessão especial no prédio do Centro de Referência da Assistência Municipal (Cras) do município para empossar o prefeito, mas o vereador Fagner Nóbrega, eleito presidente da Casa para o primeiro biênio, informou que a sessão infringiu o Regimento Interno da Casa e foi considerara irregular pela Justiça.

O vereador também informou que a base de sustentação do prefeito chegou a entrar com um mandato de segurança para conseguir a chave do prédio da Câmara Municipal, que estava sob sua posse, mas foi indeferido pela Justiça. “Então nós também entramos na Justiça para pedir a suspensão da sessão realizada no Cras, o que a juíza concedeu e me deu plenos poderes para continuar como presidente interino da Mesa, já que eu fui o vereador mais votado”, explicou.

Além dele, o vereador Dirceu Batista, também da oposição, foi eleito presidente da Câmara para o segundo biênio.