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Nova ação da Lava Jato no RJ mira filho de Picciani e herdeiro do Rei do Ônibus

Felipe Picciani, um dos quatro filhos do chefe do Legislativo no Rio, é suspeito de ter lavado dinheiro obtido de forma ilícita

Por: Blog do Gordinho

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Policiais federais cumprem nesta terça-feira (14) mandados de prisão contra Felipe Picciani, filho do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Jorge Picciani, e contra o empresário do ramo de ônibus Jacob Barata Filho, em nova fase da Operação Lava Jato em território fluminense.

Felipe Picciani, um dos quatro filhos do chefe do Legislativo no Rio, é suspeito de ter lavado dinheiro obtido de forma ilícita a partir de transações envolvendo negócios da família. Ele e o pai são sócios em uma empresa do ramo agropecuário. Felipe é irmão do ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e do deputado estadual Rafael Picciani (PMDB).

A ação, batizada Cadeia Velha, foi articulada a partir de investigações sobre pagamento e cobrança de propina, lavagem de dinheiro, entre outros crimes relacionados ao setor de transporte público.

De acordo com a PF, contra Jorge Picciani há um mandado de condução coercitiva. Esta é a segunda vez que Picciani será obrigado a depor à Polícia Federal por força de ordem judicial. A primeira ocorreu em março deste ano, quando ele foi investigado na Operação O Quinto do Ouro –que prendeu conselheiros do TCE (Tribunal de Contas do Estado do RJ) no âmbito da Lava Jato.

Barata Filho, que foi alvo da Operação Ponto Final –cujas investigações originaram a ação realizada hoje–, já havia sido preso em julho por decisão do juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas. Herdeiro do “Rei do Ônibus”, seu pai, Jacob Barata, dono da maior frota no Estado, Barata Filho é acusado de pagar propina a agentes públicos em troca de vantagens.

O esquema seria, de acordo com o Ministério Público, chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), preso e condenado em ações penais da Lava Jato.

Em agosto, o empresário obteve liminar no Supremo Tribunal Federal e deixou a cadeia. A decisão foi do ministro Gilmar Mendes, que considerou que não havia motivo para a manutenção da prisão preventiva do suspeito.

Agentes da PF também cumprem nesta terça mandados de busca e apreensão em endereços residenciais ligados ao deputado estadual Paulo Melo, um dos parlamentares mais importantes do PMDB na Alerj, e Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro).

Uol