baixe nosso aplicativo

Lucas diz que negou sujeição a Bolsonaro e ‘profetiza’ sobre futuro do PSL: “Vai ser terra arrasada”

Ele aponta que adesões do PSL foram uma violação de princípios liberais e que seu destino político está nas mãos do Livres

Por: Edilane Ferreira

0

icones whats

Após a ascensão de Jair Bolsonaro e aliados ao PSL, o vereador Lucas de Brito afirmou que seu destino está nas mãos do movimento Livres. Ele garantiu que seu coração não bateu forte pelos convites recebidos desde a semana passada por vários partidos políticos, como o Podemos, Pros, PSC e até mesmo o PP. Não que os menospreze. Sua meta é ser independente de partidos, políticas de alianças pragmáticas e trilhar o caminho do liberalismo de peito aberto.

Lucas disse ao Blog do Gordinho que não se sentiu em nenhum momento traído pelo presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, que optou por não renovar a comissão provisória que comandava a legenda na Paraíba e instituir uma nova comissão sob a liderança de Julian Lemos, considerado braço direito de Bolsonaro no Nordeste.

“Não me sinto traído. Bivar tomou a decisão dele, optando pelo pragmatismo político a qualquer custo e preço e com qualquer tipo de celebração de aliança. Deu um recado para o país inteiro. Não esperava que ele revelasse, nesse momento, uma completa sujeição ao fator Bolsonaro. Bivar tem uma história de constituição partidária, sobretudo aqui na Paraíba que os perfis eram completamente diferentes do meu ou do braço direito de Bolsonaro. Eu imaginei que Bivar iria marcar posição. A minha expectativa foi de que Bivar tivesse a autonomia de dizer que aceitava celebração de alianças e programas, mas que iria manter a pauta liberal. Essa pauta não pode ser simplesmente destruída. Não pode vir uma invasão de garfanhotos e destruir tudo que vem pela frente. Mas aí o Bivar revelou uma sujeição absoluta. Até fiz um vaticínio para o vice-presidente do partido nacionalmente, dizendo que hoje isso acontece com a Paraíba, mas que não se engane porque isso vai acontecer com os 26 estados, Distrito Federal, a presidência nacional e com a história do partido. Vai ser terra arrasada daqui a pouco”, sentenciou.

Para Lucas, a decisão de Bivar em dar o comando do PSL a Julian Lemos representa um “sufocamento” da pauta liberal que havia na legenda. “Se o partido toma a decisão de tornar secundária essa pauta liberal, e até de distanciamento do movimento Livres, a tendência é a nossa saída, já de olho em outras agremiações partidárias que se disponham a abrigar o movimento Livres, essa pauta liberal. Lamento o PSL não dar importância a esse tipo de pauta para prestigiar mais uma política da personificação de ídolos, e essa não é uma política que eu faço. Nossa história aqui em João Pessoa sempre foi de independência, nunca atrelada a líderes locais e não seria agora que faria um atrelamento cego a uma liderança nacional como Jair Bolsonaro. Se ele optou por essa outra pauta, eu também decido. Minha decisão é de não compor com eles e me aproximar ainda mais do movimento Livres, que subexiste independente de partido político e que representa uma política mais feita em torno de ideias na defesa da liberdade nos mais diferentes campos”, destacou.

O vereador explicou ainda quais critérios serão usados para a escolha do novo partido. “Minha filiação vai acompanhar a posição do movimento Livres nacional, que está tentando dialogar com as presidências nacionais. Infelizmente, no Brasil, temos uma lei dos partidos políticos que não valoriza a democracia interna. Então, todo o poder está nas mãos dos presidentes dos partidos. O movimento Livres está fazendo, nacionalmente, um estudo dos perfis destes presidentes, estabelecendo conversações para ver um abrigo que dê segurança de sobrevivência do movimento. Acho que a Paraíba vai ser, inclusive, um ponto de convergência nacional para o fortalecimento e união do movimento Livres. A Paraíba recusou qualquer tipo de composição, expressamos o nosso ‘nego’ à uma composição que violentasse os nossos princípios, nossos valores”, disse.

Lucas destacou que vários partidos o procuraram, desde o imbróglio no PSL. “Recebi convite do PSC, pelo Marcondes Gadelha, André Amaral, do Pros, também do Podemos, pelo Janduhy Carneiro e do PRP, de Leto Viana. Houve sinalizações do PP. O Patriotas, nacionalmente, já sinalizou. Opto, neste momento, em respeitar as construções que o movimento Livres está realizado no âmbito nacional. Eu vou participar desta construção. No final deste já devemos ter uma posição definitiva. Para ser bem sincero, ainda não construí no meu coração uma preferência partidária”, afirmou.